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quinta-feira, 27 de março de 2008

Poupe o chicote e a vitória pode ser sua

Os líderes que punem seus seguidores, em vez de estimular a cooperação para elevar o desempenho geral, estão destinados ao fracasso, segundo um estudo da Universidade de Harvard.
O comportamento punitivo em estruturas de grupo é prejudicial e autodestrutivo, afirma Martin Nowak, professor de matemática e biologia da Universidade de Harvard. Ele e seus colegas basearam suas conclusões nos resultados de uma versão modificada do jogo "Prisoners Dilemma" (Dilema do Prisioneiro), que foi jogado por 104 estudantes universitários. O estudo foi publicado na revista Nature.
Os cinco jogadores que obtiveram as melhores posições do ranking do campeonato nunca usaram punições muito onerosas, que são medidas que prejudicam tanto quem pune quanto o oponente que recebe o castigo. Os jogadores que usaram as punições um número maior de vezes tiveram as menores pontuações no videogame e não elevaram a pontuação média do grupo, segundo Nowak.
"Nossa descoberta é uma mensagem muito positiva: em um ambiente extremamente competitivo, os vencedores são aqueles que resistem à tentação de amplificar conflitos, enquanto que os perdedores punem e perecem", disse Nowak em comunicado.
Outra pesquisa havia sugerido que a punição pode gerar cooperação em situações extraordinárias, nas quais os participantes não estão preocupados sobre reputações arranhadas ou retaliações, segundo o estudo. Essa noção é irreal, pois reputações estão sempre em jogo e a maioria das interações se repetem, descobriram Nowak e seus colegas.
"As punições podem gerar uma espiral de retaliações com resultados destrutivos para todos os envolvidos", disse o co-autor David G. Rand, de Harvard. "As pessoas com o maior número de pontos não utilizam as punições mais onerosas."
Nesse jogo computadorizado, os jogadores, que competiam em pares contra oponentes desconhecidos, escolhiam entre três opções a cada rodada: cooperar, trair ou punir. Os jogadores ganham ou perdem pontos para seus oponentes com base em suas decisões.
O estudo recebeu o apoio da National Science Foundation, dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos e de várias fundações privadas. (Gazeta Mercantil - Bloomberg News - Fonte: YahooNotícias)

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